21 fevereiro 2016
14 fevereiro 2016
10 outubro 2015
26 agosto 2015
07 julho 2015
Crônica em homenagem a ADEMAR COSTA ( pai) - Por Moema Costa ( in memorian )
DA COR DO MAR
Minha Nossa Senhora Aparecida !
Neste climatério nada lúdico que atravesso, ajoelho-me aos
teus pés,
enquanto peço , a benesse do bem dormir.
Mais do que isto minha Nossa Senhora , por favor, me dê um
sonho bem lindo !
Deixe-me vê-lo , em seu quepe de marinheiro, a brincar um
carnaval .
Deixe-me revê-lo, em seu boné de lã marrom, na frente
daquela lareira.
Não, não é besteira !
Hoje não me é mais triste relembrar.
Depois, quero vê-lo numa mesa de bar. Tomando um cafezinho,
com Seu Pedro Milanez.
Quem será que vai pagar?
Quero vê-lo ainda, jogando bridge com os Miraglias. Ou perto
da laranjeira, a gente ao sol, falando asneira!
Deixe-me escutá-lo, contando uma anedota, bem devagar. Ou “ catando milho “, numa máquina de
escrever verde, bem antiga.Onde faltava o “pousar
do dedo”, justamente da tecla A.
Deixe que ele me mostre suas poesias. Que eu o admire rindo,
entrando numa carona com o Sílvio Búrigo. Ou com o Mazzolli, escrevendo um
livro.
Deixe-me minha Nossa Senhora, uma vez mais vê-lo fundar o
Criciúma Clube. Vê-lo presidir o Rotary e fazer-nos aprender o “ dar de si, antes de pensar em si ! “
Quero ainda revê-lo brabo, a percorrer cada quarto daquela
casa grande, apagar luz por luz enquanto diz : Vocês pensam que somos donos da
Celesc ?
Ou mesmo que seja, deixe-me vê-lo entrar numa balada lá na
praia, na madrugada. Vestindo pijamas e com cara de sono, atrás de nós.
Deixe-me vê-lo comendo bananas e bananas. Ou lá na
Churrascaria OK , com sua Turma da Sucata, no tempo do Ary e do Muricy.
Ou na casa da Vó Irene, tomando café com Walmor, Rubens,
Zoide, Aracy e Marly.
Deixe-me rir ao rever seus olhos azuis arregalados e
surpresos, num concurso de pesca em Miami. Quando pensava que pegou o maior peixe, o
moderador cortou a linha a dizer : O
Senhor não pescou um peixe. Está tentando fisgar o outro barco que passa !
Agora seja boazinha minha Nossa Senhora ! Deixe-me vê-lo
garboso em seu smooking de casaca
branca, dançando de rostinho colado com a Beverly.
Ah ! Minha Nossa Senhora Aparecida ! Já é hora de acordar ?
Então só mais um pedido !
Deixe-me olhar para o mar.
E na cor azul destas ondas,
Rever os olhos do meu pai Ademar !!!!!!!!!!!!!!
AMEM !
Moema Costa
Escritora/romancista
Torres RS Agosto 2008
22 maio 2015
04 maio 2015
20 abril 2015
ADEUS MOEMA (a direita) com Angelís sua irmã.
Valeu Moema!
Não. Moema não tirou a vida. Moema não lutou pela vida, e ai mora a diferença. Foi sempre considerada multifacetada, poliglota, competente, destra nas atividades a que se propunha. Cozinhava, costurava, desenhava, criava, escrevia, redigia, diagramava.. tudo com muito talento. No colégio Cajuru de Curitiba onde estudaram pequenas ela e a Eliana, a mãe foi chamada para ficar ciente que Moema acusava um Qi elevado. Acima da média. Mãe teria comemorado quando a freira previdente teria dito: Não Beverly, tem que ser bem direcionada pois tanto a menos quanto a mais é perigoso, fica em descordo, em desalinho com o equilíbrio . Quando o compositor afirmava que é preciso saber viver, sabia o que dizia. Viver não é fácil, mas a luta da vida, da fé e da perseverança é incansável. É o grão de mostarda que deve crescer, é o olhar de uma criança valorizado, é a observação do limite que deve ser respeitado e jamais ultrapassado. Espero que tanto talento displicentemente "esquecido" estejam agora num outro plano sendo questionados: Moema, o que fizeste com teus talentos? Certamente muita coisa...Hoje mesmo fui saber que será homenageada pelo Jornal O Estado (Florianópolis), onde trabalhou com diagramação ,uma das primeiras equipes daquele veículo. Mo escreveu dois livros, colocou dentro da própria associação comercial de Criciúma uma empresa, a HCC consultoria que foi muito bem até misturar objetivos. Fixou residência em Torres , terra do marido Hamilton e juntos atravessaram uma vida de amor, dependências amorosas e vícios. Ontem no cortejo silencioso e organizado,fila de automóveis com pisca ligado levavam seu corpo até o cemitério da cidade gaucha. Fui relembrando tudo. Uma vida corria pela janela e claro que não pude conter a emoção. Tantos amigos numa roda com rosas vermelhas a aplaudir: Valeu Moema!
08 abril 2015
20 março 2015
10 março 2015
Assinar:
Postagens (Atom)







































